Autor: Rafael

  • Observabilidade não é (só) dashboards bonitos

    Nos últimos anos, mergulhei fundo no mundo da Observabilidade e, se tem uma coisa que aprendi, é que a gente começa achando que é sobre ferramenta e termina entendendo que é sobre sanidade mental.

    Ouço muito falar sobre os “três pilares” (logs, métricas e traces), mas a real é que ter os três não serve de nada se eles não conversam entre si. Já perdi a conta de quantas vezes vi dashboards todos verdes enquanto rolava uma war room porque o cliente estava sentindo algo estranho. A verdade é que ninguém vai mapear todos os cenários possíveis, mas o nosso trabalho é chegar o mais perto disso.

    Monitoramento vs. Observabilidade: Vale destacar uma diferença crucial: Monitoramento é reativo; Observabilidade é investigativa. Monitorar é saber que o servidor caiu ou ficou lento. Observabilidade é entender por que uma requisição de um usuário específico falhou em um microsserviço que você nem sabia que estava instável. É sobre ter respostas para perguntas que você não planejou com antecedência.

    O cliente não liga para a sua CPU: O usuário não quer saber se o processador está em 10% ou 90%. O que ele percebe é que a latência subiu e a operação falhou. O foco precisa estar nos Golden Signals: latência, erro e tráfego. O resto é detalhe técnico.

    A conta sempre chega Mas aí vem o banho de realidade: o custo. Quando construímos algo novo, queremos taguear tudo. Só que a fatura chega — seja do Datadog, do Splunk ou de qualquer outro player. E se você estiver usando uma stack Open Source (como Grafana/Loki/Tempo), não se iluda: você pode não pagar licença, mas paga a infra, o processamento, o armazenamento e a mão de obra para manter a alta disponibilidade de tudo isso.

    O padrão que salva: OpenTelemetry: E já que falamos de ferramentas, um aprendizado vital foi sobre o OpenTelemetry. Hoje em dia, não faz mais sentido ficar “preso” ao agente proprietário de um fornecedor. O OTel virou o padrão: é plug and play e te dá a liberdade de mudar. Se a fatura do vendor atual pesou ou se outra ferramenta entrega mais valor, você só aponta os dados para outro lugar e pronto. Migrar já é uma dor de cabeça por natureza; não ter que re-instrumentar todo o código para isso é o que diferencia um projeto bem feito.

    No fim do dia, o segredo é avaliar o custo-benefício e criar algo que te deixe dormir tranquilo. O melhor sistema não é o que nunca falha (isso nem existe), mas aquele que te entrega dados rápidos o suficiente para resolver o problema em minutos com dados, e não em horas com “chute”.

  • Meu espaço

    Meu espaço

    Esse blog é, antes de tudo, um espaço pessoal.

    A ideia aqui é simples: ter um lugar para escrever, organizar pensamentos e compartilhar coisas que fazem parte da minha vida e do que me interessa. Sem obrigação de postar toda semana, sem promessas mirabolantes. Só conteúdo que faça sentido pra mim no momento em que for escrito.

    Vou falar bastante sobre viagens, porque sair da rotina sempre me ajudou a enxergar as coisas de outra forma. Às vezes é sobre o lugar em si, às vezes é mais sobre o que a experiência traz.

    Tecnologia também vai aparecer bastante. Faz parte do meu dia a dia há muitos anos e gosto de discutir menos o hype e mais o que realmente funciona, o que dá problema e o que gera impacto de verdade.

    E, claro, dados. Não só no sentido técnico, mas como ferramenta para entender melhor decisões, comportamentos e sistemas. Dados como meio, não como fim.

    Esse blog não é um portfólio e nem um canal de notícias. É mais um registro em construção. Algumas ideias vão ser mais bem resolvidas, outras nem tanto. Faz parte.

    Se você chegou aqui por acaso ou curiosidade, fique à vontade. Se algum texto te fizer pensar, discordar ou enxergar algo de outro jeito, já valeu a pena.